Com o encerramento das inscrições, no último domingo, 28 de junho, os números de submissões para a Feira de Cultura Científica – FECCI 2026 foram divulgados nesta manhã (29). Ao todo, 1.192 trabalhos foram recebidos no sistema, reunindo as categorias de projetos Kids, Junior e Jovem. A próxima etapa agora é a avaliação dos trabalhos recebidos para compor as 700 vagas disponibilizadas para participantes nesta edição de 2026.
A comissão organizadora da FECCI se manifestou agradecendo a participação de todos os alunos e professores que se empenharam para enviar seus projetos. “Estamos muito satisfeitos de ver o interesse desses estudantes em participar da FECCI. Esperávamos mesmo essa grande adesão, para fortalecer a construção de um espaço dedicado à ciência, à cultura científica e ao protagonismo desses alunos”, comentou um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis.
Entre as três categorias de inscrição, os números foram bastante expressivos. Na categoria Kids, que este ano abrange do Ensino Fundamental 1º ao 5º anos, foram 74 trabalhos enviados. Na categoria Júnior, para alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos), 504 submissões foram registradas e, na categoria Jovem, para Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA – Fundamental e Médio) foram submetidos 614 projetos.
Agora, uma nova e importante etapa se inicia para a FECCI, com o momento de avaliação dos trabalhos. Este ano, a equipe de 233 avaliadores terá a tarefa de analisar os projetos recebidos e dar um parecer com base nos critérios e prazos estabelecidos pela organização da Feira.
“Os avaliadores têm um papel essencial para a FECCI. São eles que contribuem para uma análise cuidadosa dos trabalhos, reconhecendo o empenho dos estudantes e ajudando a garantir a qualidade científica da Feira”, destaca Débora Sant’Ana, também articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência.

Ao todo, a participação de estudantes e professores, até o momento, registra mais de 3.800 pessoas envolvidas em descrever suas experiências de investigação na escola, mostrar os resultados obtidos, e, especialmente, demonstra que o incentivo à cultura científica, desde a escola, é muito bem recebido no Paraná.
Os resultados preliminares da avaliação dos trabalhos serão divulgados em 17 de julho. A etapa presencial da FECCI 2026 será nos dias 4 a 6 de novembro, na sede da UTFPR Neoville, em Curitiba.
Além da mostra e das premiações aos vencedores em cada categoria, demais estudantes, professores, pesquisadores e comunidade visitante terão acesso a uma programação voltada à valorização da produção científica e de outros parceiros, que visam ampliar o conhecimento do público sobre o que se faz de ciência no Paraná. Mais informações sobre a FECCI podem ser acessadas no site do evento: www.fecci.net.br .
Mais uma etapa da FECCI 2026 começa nesta semana. A partir de terça-feira, 19 de maio, estudantes e professores dos clubes de ciência e de equipes de pesquisa do país todo poderão inscrever seus projetos para a segunda edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência. Neste ano, o evento traz mais vagas, novas categorias especiais e uma programação ainda mais voltada à troca de experiências, inovação e divulgação científica. No mesmo local da edição anterior, o campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 a 6 de novembro.
O sistema de submissão de projetos ficará aberto de 19 de maio até 19 de junho. O processo de inscrição será todo online, via plataforma Even3, neste link. Um espaço será dedicado ao cadastro de professores e outro para os estudantes. As categorias continuam as mesmas da primeira edição: FECCI Kids, FECCI Junior e FECCI Jovem, incluindo toda a gama de estudantes do Ensino Básico: do Ensino Fundamental I e II, passando pelo Ensino Médio, Educação Profissional Técnica e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As inscrições são gratuitas e cada projeto submetido à Feira poderá incluir até três estudantes e um professor orientador. Esta etapa inicial, de avaliação dos trabalhos para seleção, será também virtual. Os modelos específicos para descrição dos trabalhos serão cedidos pela organização e serão disponibilizados de acordo com cada categoria de inscrição. Estarão acessíveis na mesma plataforma de inscrição.
O caminho para a garantir a participação na FECCI é, primeiramente, fazer o download do modelo (ou template) de acordo com a categoria que se pretende participar. Após preenchê-lo corretamente com os dados solicitados, o arquivo deverá ser anexado novamente, devidamente preenchido, no ato da submissão online. Os formatos de arquivo aceitos são Word (.doc ou .docx) ou LibreOffice (.odt).
Serão então dois arquivos a serem enviados no ato de submissão do projeto: um com identificação dos autores, e o outro, sem a identificação. A organização ressalta que é de responsabilidade dos autores a correta inserção desses arquivos na plataforma de inscrição.
Para quem já leu o editar e tem dúvidas, pode ser que algumas delas sejam as mesmas respondidas na live do programa Quarta com Clubes, que vai ar em 27 de maio, no canal de You Tube do EducartGeo .Todas as informações e atualizações relativas à FECCI 2026 podem ser acompanhadas pelo site do evento fecci.net.br ou pelo perfil de Instagram @fecci_prfc.
O quarto e último encontro da formação em feiras científicas organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) trouxe duas apresentações sobre temas relevantes para o processo formativo que culmina com as feiras de ciências. Na ocasião, houve o anúncio da organização do I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, nos dias 06 e 07 de maio. O evento será destinado a ouvintes interessados no tema e também a promotores que queiram apresentar seus relatos e experiências.
A primeira parte da aula foi iniciada com a fala da professora Mariana Andrade, docente do Departamento de Biologia Geral na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Doutora em Educação para a Ciência, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de integrante do NAPI como coordenadora da Rede de Clubes Maker.
“Mesmo que existam códigos de conduta diferentes, seja qual for o lugar que vamos, algumas práticas precisam ser sempre respeitadas. Do contrário pode haver um relativismo moral, que significa agir seguindo uma regra dada, ainda que seja absurda”, explica a docente. Mariana reforçou que fazer ciência, como uma atividade humana, vem acompanhado de conceitos e julgamento de valores, e que o papel do professor passa também por orientar o estudante sobre como se comportar e o que considerar nas escolhas e decisões que tomam em suas pesquisas.
Para completar a relação com a comunicação científica, a pesquisadora apresentou o ciclo de premissas que inclui trabalhar com vertentes conceitual, atitudinal e procedimental. Essas três premissas existem concomitantemente durante o processo científico, desde a escolha de temas, no contato com entrevistados ou contextos sociais até o desenvolvimento e apresentação dos resultados à sociedade. “Durante todas as fases, não é só nos conceitos que os estudantes devem se balizar, mas também pelas atitudes e procedimentos éticos. Eles precisam entender que suas ações podem impactar sua vida e a de outras pessoas envolvidas”, reforça.

É a partir dessa vivência, em fases, que o aluno vai construir um entendimento sobre ética. E quando estiver se preparando para uma feira de ciências, terá ferramentas para lidar com as regras impostas por esses eventos, segundo Mariana. “Eles precisam ser ensinados, orientados antes das feiras para saber como se portar e como lidar com as exigências de cada situação dessas. É preciso saber dos limites e regramentos antes desses eventos, já que não se pode esperar que uma breve aula de conceitos dê conta. É preciso construir um processo de vivência sobre a ética”, define Andrade.

Enquanto professores, a docente reforça que o “nosso papel é mostrar aos alunos sobre honestidade, ter responsabilidade e como serem solidários uns com os outros. É falar em atitude responsável e consciente”, conclui Mariana.
Na segunda parte da aula, a abordagem foi voltada ao processo de avaliação dos trabalhos científicos durante as feiras de ciências. Apresentaram aspectos de suas vivências práticas em anos como avaliadores em eventos científicos a docente Ana Paula Vidotti, diretora do centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o mestre Adriano Machado, ligado à Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), com vivência em Clubes de Ciência e execução de feiras científicas.
A apresentação ressaltou a importância das diferenças entre mostras e feiras. As Mostras são tradicionalmente menores, com aspectos locais e não competitivos. As Feiras são organizadas com mais rigor, processo de seleção de trabalhos participantes e incluem competições para classificar os trabalhos ao final do evento.
“É importante apresentar a competição como algo positivo, como algo que vai fazer o trabalho evoluir para próximas feiras e que, nesse processo, os alunos vão viver trocas de experiências com outros trabalhos e colegas, além da recompensa no final, que pode ser prêmios físicos, ou viagens científicas ou a entrada em outras feiras, como a FECCI acaba de lançar”, explica a professora Ana Paula.
Vale destacar que durante todo o mês de abril, as escolas da Educação Básica e Técnica do Brasil, públicas e privadas, poderão fazer parte da Rede de Feiras Afiliadas à Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI PRFC. O Edital 001/FECCI-2026 vigente estabelece normas, critérios e prazos para o credenciamento de feiras de ciências e mostras científicas escolares, municipais, regionais e estaduais, à FECCI, possibilitando a essas instituições a indicação de projetos científicos para avaliação e eventual participação na FECCI 2026.
Nas apresentações foi mostrado ainda que o tema avaliação de trabalhos passa também por entender como o aluno pesquisou, pensou o trabalho e o desenvolveu, para além de uma simples nota numérica. Quem vai avaliar projetos de uma feira, mostraram os apresentadores, deve se basear em um conjunto de critérios e métodos para avaliar a qualidade, relevância e execução dos trabalhos.

A função das avaliações é primar pela valorização do processo desenvolvido pelo estudante, ressaltou o especialista Machado, levando em conta o aprendizado, servindo de uma retroalimentação do processo científico e com isso estimular novas investigações. “Tudo isso dá aos alunos a oportunidade de serem melhores investigadores e mais autônomos”, indica o professor.
Outra conclusão importante trazida das experiências dos palestrantes em Feiras é a importância de afastar a cultura de punições, com retirada de notas de trabalhos. “O foco é contribuir para a formação do estudante, não prejudicá-lo e fazer com que se sinta incapaz”, segundo alertou Ana Paula. E disse mais: “Sabemos que o processo avaliativo pode ter falhas, já que é feito por humanos e cada pessoa tem seu jeito de avaliar as situações. Por isso a importância de critérios e procedimentos bem definidos também para avaliadores, desde o início do processo da Feira”, pondera a avaliadora.
As Feiras estão crescendo e o aspecto do controle e organização das avaliações em formato digital foi ressaltado na apresentação. “Em feiras como a FECCI (2025), foram 100 avaliadores circulando pelo evento e conversando com os alunos. Para que nenhuma informação se perca e o processo de apuração seja agilizado, contar com formulários eletrônicos e planilhas foi essencial para esse sucesso”, conta Ana Paula.
Para a professora da UEM, “os avaliadores já começam o processo fazendo o check-in eletronicamente e, assim, sabemos quem já começou a avaliar, quem ainda falta, quantos finalizaram, o que traz mais segurança e assegura justiça ao processo”, defende a docente.
Por fim, o fechamento de um processo de avaliação de Feira científica deve contemplar ainda uma organização das notas em forma de cerimônia para que se reconheça o trabalho realizado, seja com classificação competitiva, seja com menção honrosa a temas que se destacaram. “A importância está em dar visibilidade e homenagear, perante os presentes, quem ajudou, se empenhou, e que tudo isso represente um momento de celebração da divulgação da ciência”, conclui o avaliador Machado.
Começam, segunda-feira, dia em 28 julho, as inscrições para a Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência – a FECCI, promovida pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. De 4 a 6 de novembro, o evento vai reunir na capital do estado iniciativas dos clubes de ciência que integram o projeto Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, além dos ‘Clubes Makers’ e da Rede de Clubes ‘Meninas na Ciência’. Também podem participar da exposição trabalhos de estudantes da rede privada e públicas em geral, da região de Curitiba.
São 400 vagas disponíveis para as equipes, que devem ser formadas por até três estudantes, um professor orientador e, se houver, um coorientador. Esse total de vagas será dividido entre três categorias. A FECCI Kids, para estudantes do Ensino Fundamental I, de 4º e 5º anos; FECCI Junior, destinada aos estudantes do Ensino Fundamental II; e a FECCI Jovem, para estudantes do Ensino Médio, Educação Profissional Técnica de Nível Médio e Educação de Jovens e Adultos.
Os alunos e professores da rede pública e privada têm até o dia 29 de agosto para inscreverem seus projetos e, se aprovados, vão apresentá-los na Feira, em novembro, no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) da Cidade Industrial, em Curitiba.
Em 27 de julho, será disponibilizado o Edital com o regulamento geral do evento, contendo informações sobre o padrão para projetos a serem submetidos, a definição das categorias e demais informações, como número de vagas, as fases de avaliação e cronograma do evento. O acesso será pelo site do evento https://fecci.net.br/ .

A importância da FECCI no âmbito da iniciação científica das escolas do Paraná se reflete no impulso que o evento pretende dar às iniciativas de trabalhos científicos na Educação Básica do estado. O objetivo é fazer com que a FECCI seja um evento anual, recorrente e itinerante, envolvendo alunos e professores para multiplicarem a cultura científica e o uso de tecnologias desde o âmbito escolar no Paraná.
“Queremos ter na FECCI algo como temos nos congressos do ensino superior, com apresentação de trabalhos. No nível da Educação Básica temos as feiras de ciências, que são também formas de avaliação desse trabalho desenvolvido na iniciação científica. Desde o preparo para a Feira, os alunos já começam a aprender: Eles vão precisar apresentar seus trabalhos, escrever um texto, respeitar as normas do evento, preparar um resumo, depois ainda construir o banner, pensar na apresentação, em como falar, enfim, muitos detalhes! Tudo isso aliado à vivência nos dias da Feira em si se transformam num treinamento científico muito importante para formação desses estudantes”, explica a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e membro da coordenação da FECCI, Débora de Mello Sant’Ana.
O professor Rodrigo Reis, que também coordena a FECCI e articula o NAPI junto da professora Débora, disse que “está muito feliz e ansioso com a possibilidade de construir esse evento de divulgação científica, em que a gente quer trazer vários parceiros do Paraná Faz Ciência para essa relação muito próxima, muito forte, com a Educação Básica, com a Secretaria de Educação e, principalmente, com os nossos clubes de ciência. Mas não só isso. A ideia é trazer também, no futuro, outros projetos de pesquisa de estudantes, não somente os vinculados aos Clubes de Ciência”, complementa.
A FECCI será realizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência, com apoio da Fundação Araucária, da Secretaria de Estado de Educação (SEED) e da Secretaria de Estado Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).
FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência
De 4 a 6 de novembro de 2025
Local: UTFPR (Campus Cidade Industrial de Curitiba) – Rua Pedro Gusso, 2601, em Curitiba.
Inscrição e submissão dos trabalhos: 28 julho a 29 agosto de 2025 Site: https://fecci.net.br/