Milhares de pessoas participaram da Feira de Cultura Científica (FECCI), promovida em novembro desse ano. Agora, é hora de avaliar o evento. A ideia é que essas informações sejam usadas para que ele se torne ainda melhor, em 2026. 

Para isso, pedimos a contribuição de todos aqueles que participaram da organização e das atividades da FECCI. É essencial conhecer a opinião de professores, articuladores, orientadores, pós-doutorandos, bolsistas BTNS e demais integrantes da gestão.

O instrumento para levantar essas informações é um formulário que está disponível no site da FECCI (fecci.net.br)

A pesquisa é dirigida apenas a professores e parceiros do NAPI Paraná Faz Ciência, estudantes não devem responder! 

O articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenador da feira, Rodrigo Reis, lembra que “todo evento, apesar do sucesso, pode ser melhor. E é isso que essas informações coletadas vão permitir, em 2026.”

Já a outra articuladora do NAPI e também coordenadora da FECCI, Débora Sant’Ana, lembra que esse processo avaliativo é uma parte importante de todas as ações desenvolvidas pelo NAPI. “Especialmente, a FECCI, uma das maiores iniciativas do Arranjo. Contribuam!”

Com 1.500 estudantes e professores ligados a clubes de ciências paranaenses expondo trabalhos em 381 estandes, a primeira edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência (FECCI) será realizada de 4 a 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Neoville, em Curitiba. São 8 mil metros quadrados de área reservada para o que promete ser um dos maiores eventos anuais realizados pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência.

A FECCI é voltada a estudantes e professores da Educação Básica do Paraná com idades a partir de 6 anos, além de visitantes que gostam de ciência e inovação. O objetivo é potencializar a cultura e a produção do conhecimento científico e tecnológico. As equipes participantes estão divididas em três categorias: FECCI Kids, que abrange os alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental I; FECCI Júnior, para alunos do Fundamental II; e FECCI Jovem, acolhendo alunos do Ensino Médio, Técnico e Ensino de Jovens e Adultos (EJA). 

A Feira está sendo organizada desde julho, quando começaram as inscrições, que passaram de mil. Deste total, 381 trabalhos foram selecionados por uma grande equipe de diferentes instituições e esferas públicas, com o objetivo de unir esforços na divulgação e popularização da ciência no estado. 

Em Almirante Tamandaré, no Lattes Clube, por exemplo, estudantes do Ensino Médio, da Escola Estadual Floripa Teixeira de Faria, desenvolvem pesquisas que vão da produção de bebidas fermentadas no estilo refrigerante à clonagem de plantas. “A gente criou um laço muito grande e quer ver o resultado crescer junto com a gente. Que dê novos clones”, diz Luiza Mariane de Souza, 16 anos, ao falar sobre o cuidado com a planta batizada de Felipe, em homenagem ao professor coordenador do clube.

Pesquisar, testar, cuidar. É assim que a ciência acontece dentro do Lattes Clube, em Almirante Tamandaré. (FOTO – PRFC)

Ciência na escola

A importância da FECCI para a iniciação científica nas escolas do Paraná se reflete no impulso que o evento pretende dar às iniciativas de trabalhos científicos na Educação Básica do Estado. 

“Queremos ter na FECCI algo como temos nos congressos do ensino superior, com apresentação de trabalhos. No nível da Educação Básica temos as feiras de ciências, que são também formas de avaliação desse trabalho desenvolvido na iniciação científica”, afirma a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência e membro da coordenação da FECCI, Débora de Mello Sant’Ana.

Integrantes do Clube Agrociência da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) participam da I Mostra da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, em Guarapuava (Foto/Ana C. Amaral)

Desde a preparação para a Feira, os alunos já começam a aprender inúmeros aspectos da metodologia da pesquisa científica. “Tudo isso aliado à vivência nos dias da Feira em si se transformam num treinamento científico muito importante para formação desses estudantes”, destaca a articuladora.

Rede de Clubes de Ciências

O articulador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis, faz questão de enfatizar o movimento de articulação junto às escolas e, especificamente, à Rede de Clubes Paraná Faz Ciência para ampliar a participação na Feira: “É uma responsabilidade enorme o movimento que a gente está fazendo, trazendo estudantes e professores do Paraná inteiro, principalmente aqueles vinculados aos Clubes de Ciências. Vamos receber no campus da UTFPR quase duas mil pessoas, o que gera uma expectativa gigantesca para que o evento seja o maior sucesso possível”.

Do total de projetos selecionados, 298 correspondem a projetos e trabalhos enviados pelos clubistas da Rede de Clubes Paraná Faz Ciências, coordenada pelo NAPI Paraná Faz Ciência. A Rede é resultado dos investimentos do governo do Paraná para financiar a participação de alunos e professores e do trabalho da equipe de todas as Instituições de Ensino Superior (IES).  

Com o fomento da Fundação Araucária e apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o evento conta ainda com o apoio da Secretaria de Educação do Paraná, da Prefeitura de Curitiba e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Programa POP Ciência e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A equipe de Arte vinculada à Universidade Estadual de Maringá (UEM), parte da Comunicação do NAPI PRFC, foi responsável por toda a identidade visual da FECCI, proposta pelo comunicólogo Lucas Higashi. Outra integrante do grupo, Any Veronezi, se encarregou da criação das mascotes Luna e Cosmos.

A ilustradora responsável pela criação de Luna e Cosmos é Any Caroliny Veronezi, formada em Artes Visuais pela UEM, sob a coordenação da jornalista Ana Paula Machado Velho, do NAPI PRFC (Ilustração/Conexão Ciência)

A bióloga e coordenadora de Infraestrutura da FECCI, Juliana Ferrari, acredita que o evento será incrível. Ela explica que haverá um grande espaço para os 381 estandes dos projetos das escolas; um segundo com expositores e um palco; um terceiro com mais expositores, uma grande área para o Parque da Ciência Newton Freire Maia e uma área de refeição exclusiva para as crianças que estarão apresentando trabalho; além da Doca, onde estarão estacionados os veículos de ciência móvel: Zikabus, MarBrasil e Carreta da Polícia Científica. O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi/UEM) também participa da FECCI com a exposição Corpo Humano, do projeto Muditinerante.

De acordo com Leilane Schwind, também integrante da comissão organizadora, “a adesão de clubes de ciências de todas as regiões do estado corresponde a essa visão dos professores, alunos e escolas da importância da divulgação dos projetos produzidos pelos alunos como forma de estimular a valorização do conhecimento científico”. 

Os trabalhos apresentados concorrem a prêmios. São produtos apreendidos, que foram doados pela Receita Federal. O professor Rodrigo Reis registra que é um lote de R$ 350 mil, com eletrônicos e outros gadgets que vão ser entregues aos primeiros lugares das categorias participantes da FECCI.

SERVIÇO

FECCI – Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência

De 4 a 6 de novembro de 2025

Horário de funcionamento: 9h às 17h

Local: UTFPR – Campus Neoville – Cidade Industrial de Curitiba (CIC) – Rua Pedro Gusso, 2601, em Curitiba.

Observação: 

Entrada gratuita e aberta à comunidade em geral

Texto com contribuição de Chananda Buss e Mari Martins

No dia 1o de setembro, segunda-feira, a Feira de Cultura Científica (FECCI) encerrou o período de inscrições e submissão de trabalhos. Ao todo, 1.155 estudantes e professores se inscreveram e 484 projetos foram submetidos. Agora, os trabalhos passam pela etapa de avaliação, conduzida por uma equipe formada por mais de 100 pessoas ligadas à Academia, em diferentes áreas.

As submissões foram feitas em três categorias: Kids, que teve 34 trabalhos enviados; Junior, com 180; e Jovem, que recebeu 270 projetos. Até dia 8 de setembro, os avaliadores serão responsáveis por analisar cada proposta, garantindo que o processo seja justo e valorizando o esforço dos estudantes e professores.

Segundo a integrante da comissão organizadora da Fecci, Leilane Schwind, o processo de inscrição foi tranquilo e com número de envio de trabalhos que superou as expectativas da equipe. Ela destaca que os projetos abrangem temáticas diversas, como Ciências Exatas, Humanas, Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas e Inovação Tecnológica & Robótica.

Leilane Schwind, integrante da comissão organizadora da FECCI (Foto/Arquivo pessoal)

Para Leilane, a expectativa é de que a Fecci se torne um marco na educação básica do Paraná, funcionando como uma verdadeira vitrine para a produção científica de escolas públicas e privadas do estado. Além disso, “o evento fortalece a pesquisa científica desenvolvida pelos alunos clubistas da Rede de Clubes de Ciência, do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência”, esclarece. 

Preparativos

A organização também vem concentrando esforços na logística e nos preparativos científicos para receber estudantes e professores, no mês de novembro. A Feira de Cultura Científica – FECCI ocorre entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Sede Neoville, em Curitiba. 400 projetos serão apresentados durante o evento.A Feira é organizada pelo NAPI Paraná Faz Ciência com apoio da Secretaria de Educação do Paraná, a Prefeitura de Curitiba e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Programa POP Ciência e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba chegou ao fim, na manhã desta quinta-feira (14). A iniciativa foi fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de mobilizar estudantes de Ensino Básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos, e fortalecer a divulgação científica paranaense.

Estande PR Faz Ciência (Foto/Ana Paula Machado Velho)

Foram mais de 300 inscrições de trabalhos. Os alunos e professores foram organizados em turnos para apresentar o resultado de suas experiências científicas. Os grupos se apresentaram em estandes, divididos em diferentes períodos: de manhã, à tarde e à noite.

E nem só de crianças foi feita a programação da Feira de Ciência e Tecnologia. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) apresentaram trabalhos e viram as experiências dos colegas de outras escolas, na terça-feira (12), à noite.

Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) (Foto/ Ana Paula Machado Velho)

O articulador do Arranjo, o professor Rodrigo Reis, disse que a Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ressurgiu de uma parceria do NAPI Paraná Faz Ciência com a Secretaria Municipal de Educação, isto é, com a prefeitura de Curitiba.

Segundo Reis, a organização superou todas as expectativas. O evento recebeu mais de 10 mil crianças, cerca de 2 mil crianças por turno, que vieram, em sua maioria, das escolas municipais de educação básica. Além disso, a programação contou com um grande número de estandes parceiros: a Fiocruz-Paraná, o Planetário do Parque da Ciência, de Pinhais, e projetos de extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Federal do Paraná (UFPR).

Articular do NAPI Paraná Faz Ciência Rodrigo Reis (Foto/ Ana Paula Machado Velho)

Houve ainda a participação da estrutura da Rede Paraná Faz Ciência, que compareceu com o Museu de Ciências Naturais da UFPR e com o futuro parceiro, o Museu Paranaense de Ciências Forenses, localizado em Curitiba.

As crianças, por sua vez, apresentaram mais de 120 projetos de ciências, que foram desenvolvidos dentro das ações de valorização da ciência nas escolas. Enfim, esse desenho fez o sucesso da Feira no ano da sua retomada na região de Curitiba. E a expectativa para as próximas edições é enorme, a ideia é que a Feira cresça.

Planatário Itinerante (Foto/Ana Paula Machado Velho)

“Queremos crescer em tamanho e em importância. Ter um maior protagonismo dentre as grandes feiras de ciência que a gente tem no Estado e nacionalmente. Para isso, o NAPI Paraná Faz Ciência está organizando uma Rede de Feiras de Ciência. E sabemos que essa aqui, de Curitiba, se coloca como um marco importante neste processo. Ela já se apresenta como uma iniciativa de impacto no cenário da popularização da ciência no Paraná e do nosso NAPI”, comemora o professor Rodrigo.

Reis, inclusive, conversou durante o evento com uma representante da Positivo Tecnologia, Rejane Radatz, para que, no ano que vem, a empresa possa apoiar a realização da feira em um espaço maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160 diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos, em 2025, será no Centro de Eventos do Parque Barigui, administrado pela Positivo.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba terminou nesta quinta (14), pela manhã. As atividades tiveram o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba chegou ao segundo dia, nesta terça-feira (12), quando recebeu milhares de estudantes de Ensino básico, Médio e da Educação de Jovens e Adultos. O evento foi retomado em 2024, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba e o NAPI Paraná Faz Ciência, com o objetivo de fortalecer a divulgação científica paranaense.

Professora Santina Bordini (Foto/Ana Paula Machado Velho)

A bióloga e professora do Departamento de Ensino Fundamental (DEF), que atua na Gerência de Educação Integral, da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, Santina Bordini, contou que toda equipe do DEF, em especial as que trabalham com a educação em ciências e Matemática, e com as práticas de ciência e tecnologia e educação ambiental, contribuíram para o desenvolvimento desse evento.

Entre as atribuições da área está a promoção de projetos científicos. O grupo de Santina levou os estudantes à Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); viabiliza a ida da SBPC à escola; realiza o projeto Cientistas na Escola, que leva professores e pesquisadores das universidades até os alunos. E, agora, preparou a volta da Feira de Tecnologia e Ciência e Tecnologia de Curitiba.

Santina e sua equipe convocaram as escolas e professores, e receberam 300 inscrições de trabalhos. Os grupos foram organizados para apresentar suas experiências nos três dias da feira.

(Foto/Ana Paula Machado Velho)

“São 40 trabalhos durante cada período, manhã, tarde e noite. A maior parte das escolas é de ensino integral. Ninguém está concorrendo a nada, é só exposição. Porque a gente quer que eles participem pelo prazer de estar divulgando o trabalho de ciências, aqui, na Feira”, destaca.

A gerente lembrou que tudo foi feito junto com o NAPI Paraná Faz Ciência. Foi promovido um curso de formação de professores, uma espécie de ação preparatória para a Feira. “O fruto disso está aqui, onde esperamos receber mais de 10 mil pessoas. Cerca de 4 mil por dia. Hoje [terça], à noite, vão estar aqui mostrando seus trabalhos os estudantes do EJA, da Educação para Jovens e Adultos”, comemora Santina.

A ideia é que, ano que vem, o espaço seja maior. Em vez de 40 trabalhos, a proposta é que sejam 160, diariamente. Em vez das atividades ocorrerem no Salão de Atos do Parque Barigui, em 2025, será no Centro de Eventos, um lugar bem maior.

Articulador Rodrigo Reis (Foto/Ana Paula Machado Velho)

“A proposta é que a Feira se comunique com outras atividades de divulgação científica. Isso faz parte do plano de trabalho dos Clubes de Ciências, a participação em feiras. 200 formam, hoje, a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, gerida pelo nosso NAPI. Este Arranjo está crescendo nacionalmente e a proposta é dar ainda mais dimensão às nossas ações”, disse o articulador do NAPI, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Reis.

Olimpíada

Nesta terça-feira, também, os participantes da Olimpíada Nacional de Robótica receberam um reconhecimento dos organizadores. A solenidade foi parte da programação da Feira que ocorre no Barigui.

Alessandra Hendi e Luciane Krul (Foto/Ana Paula Machado Velho)

Segundo a professora Luciane Krul, a Olimpíada Brasileira de Robótica acontece na Rede Municipal de Ensino de Curitiba com as crianças dos anos iniciais, na sua modalidade teórica, desde 2017. Em 2018, a coisa cresceu; em 2019, tomou dimensão ainda maior. Mas o evento foi suspenso durante a pandemia de Covid-19 e retomado, apenas, em 2022, quando houve um incremento significativo do número de participantes das escolas. Em 2024, foram 1600 crianças.

Olimpíada (Foto/Ana Paula Machado Velho)

“Este ano, com a parceria das universidades e do NAPI Paraná Faz Ciência, optamos em fazer essa homenagem junto com a realização da Feira. A gente faz um trabalho formativo com os professores que trabalham com as crianças, a garotada participa e nós, da Secretaria Municipal de Educação, fazemos certificados para todas”, explicou Luciane, que atua com Alessandra Hendi. A tarefa foi herdada pelas duas da atual gerente, Michelle Faria Feliciano.

A Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba termina nesta quinta (14). Tem o apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e da Fundação Araucária.

A abertura da I Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba ocorreu nesta segunda-feira, dia (11). O evento acontece no complexo IMA do Parque Barigui. A ideia é receber mais de 10 mil pessoas.

A solenidade de abertura contou com a presença do atual vice-prefeito e prefeito eleito da capital, Eduardo Pimentel; da Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila; do diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa; do coordenador do NAPI Paraná Faz Ciência, Rodrigo Reis; do coordenador da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Paraná, Ivan Carlos Vicentin; e do pró-reitor de Graduação e Educação Profissional da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Julio Gomes.

O professor e coordenador do NAPI PRFC, Rodrigo Reis, abriu as falas da mesa, fazendo questão de cumprimentar as crianças e professores, que lotaram o auditório e responderam a todos os “boa tarde” em uníssono. Só então Reis cumprimentou as autoridades presentes. 

O professor agradeceu a presença de todos e se mostrou grato pela parceria com a Fundação Araucária e com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná (Seti), que possibilitaram a realização da Feira. 

Rodrigo Reis, coordenador no NAPI Paraná Faz Ciência, fala na abertura da Primeira Feira de Ciências e Tecnologia de Curitiba 2024 

“A gente está muito feliz de poder organizar, depois de tanto tempo, uma nova feira de ciências em Curitiba que vai mostrar que a escola é lugar de produzir ciência. Os trabalhos que a gente vai ver mostram a capacidade dos estudantes e dos professores de produzir ciência para resolver problemas da nossa realidade e achar soluções para a nossa cidade”, disse o coordenador do NAPI. 

O professor também reforçou o objetivo do NAPI Paraná Faz Ciência de fortalecer a cultura científica do Paraná e afirmou que, para atingir este objetivo, as ações como promoção de museus, clubes de ciência e feiras de ciência são extremamente necessárias. “Que a nossa primeira feira chegue, se estabeleça e se consolide. E que seja uma das maiores feiras de ciência e tecnologia do Paraná e do Brasil”. 

O evento conta com estandes do NAPI Paraná Faz Ciência, da Fiocruz Paraná e de projetos das universidades paranaenses. Mas as protagonistas são as próprias crianças e estudantes com projetos inscritos das Escolas Públicas de Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) do Município de Curitiba, e de Ensino Fundamental (anos finais) e Médio de escolas estaduais, além de Institutos Federais de Curitiba e Região Metropolitana. 

Eduardo Pimentel, Maria Silvia Bacila e Rodrigo Reis no estande do NAPI Paraná Faz Ciência

A professora e Secretária Municipal de Educação, Maria Sílvia Bacila, ressaltou a importância da Feira, a primeira em vinte anos, e o protagonismo das crianças, afirmando que elas também fazem ciência. “Eu digo isso porque há sempre uma ideia de que esse tipo de conhecimento e produção científica acontece somente nas universidades, mas a gente tem tido um trabalho muito grande para que as nossas crianças, desde a Educação Infantil, estejam produzindo ciência”. 

O representante da UFPR, professor Júlio Gomes, brincou com a plateia e pediu um grande “Viva à Ciência”, que foi proferido pelas crianças. 

A solenidade de abertura foi encerrada com a fala do prefeito em exercício e prefeito eleito, Eduardo Pimentel, que parabenizou a todos os professores, diretores e servidores pelo trabalho realizado com as crianças. Eduardo pediu à garotada que estude muito, respeite os professores e os pais e garantiu apoio nos próximos quatro anos de seu primeiro mandato como prefeito. 

Estande do Centro de Educação Infantil David Carneiro sobre Magnetismo Terrestre e as suas Aplicações Científico-Tecnológicas, apresentado pelos estudantes 

“É uma alegria participar da Primeira Feira de Ciência e Tecnologia de Curitiba, com grandes apoiadores, e já deixo o meu compromisso de fazermos a feira nos próximos quatro anos do meu mandato”. Ele ainda acrescentou que “a integração das instituições de Educação, em todas as suas esferas, é a melhor coisa que pode acontecer para a cidade e eu vou dar todo o apoio político e financeiro, dentro do nosso orçamento municipal, para que as ações de educação sempre aconteçam”.