Mais uma etapa da FECCI 2026 começa nesta semana. A partir de terça-feira, 19 de maio, estudantes e professores dos clubes de ciência e de equipes de pesquisa do país todo poderão inscrever seus projetos para a segunda edição da Feira de Cultura Científica Paraná Faz Ciência. Neste ano, o evento traz mais vagas, novas categorias especiais e uma programação ainda mais voltada à troca de experiências, inovação e divulgação científica. No mesmo local da edição anterior, o campus Neoville da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba, entre os dias 4 a 6 de novembro. 

O sistema de submissão de projetos ficará aberto de 19 de maio até 19 de junho. O processo de inscrição será todo online, via plataforma Even3, neste link. Um espaço será dedicado ao cadastro de professores e outro para os estudantes. As categorias continuam as mesmas da primeira edição: FECCI Kids, FECCI Junior e FECCI Jovem, incluindo toda a gama de estudantes do Ensino Básico: do Ensino Fundamental I e II, passando pelo Ensino Médio, Educação Profissional Técnica e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

As inscrições são gratuitas e cada projeto submetido à Feira poderá incluir até três estudantes e um professor orientador. Esta etapa inicial, de avaliação dos trabalhos para seleção, será também virtual. Os modelos específicos para descrição dos trabalhos serão cedidos pela organização e serão disponibilizados de acordo com cada categoria de inscrição. Estarão acessíveis na mesma plataforma de inscrição.

O caminho para a garantir a participação na FECCI é, primeiramente, fazer o download do modelo (ou template) de acordo com a categoria que se pretende participar. Após preenchê-lo corretamente com os dados solicitados, o arquivo deverá ser anexado novamente, devidamente preenchido, no ato da submissão online. Os formatos de arquivo aceitos são Word (.doc ou .docx) ou LibreOffice (.odt). 

Serão então dois arquivos a serem enviados no ato de submissão do projeto: um com identificação dos autores, e o outro, sem a identificação. A organização ressalta que é de responsabilidade dos autores a correta inserção desses arquivos na plataforma de inscrição. 

Para quem já leu o editar e tem dúvidas, pode ser que algumas delas sejam as mesmas respondidas na live do programa Quarta com Clubes, que vai ar em 27 de maio, no canal de You Tube do EducartGeo .Todas as informações e atualizações relativas à FECCI 2026 podem ser acompanhadas pelo site do evento fecci.net.br ou pelo perfil de Instagram @fecci_prfc.

A comissão organizadora da Feira de Cultura Científica divulgou o Resultado do Edital de Afiliação à FECCI 2026. No total, 34 feiras e mostras científicas foram selecionadas de diferentes regiões do país, formando uma ampla rede de incentivo à pesquisa, inovação e protagonismo estudantil.

O mapeamento realizado pela organização identificou 44 feiras de ciência e tecnologia inscritas, distribuídas pelas cinco regiões do Brasil, evidenciando a diversidade e a capilaridade do ecossistema científico voltado à educação básica. As instituições aceitas como afiliadas representam universidades federais e estaduais, institutos federais, redes privadas de ensino, fundações públicas e secretarias estaduais de educação.

O maior número de vagas foi destinado a iniciativas paranaenses já consolidadas no cenário científico educacional, como a FICSesi – Feira de Iniciação Científica, do Sesi Paraná; o Vale da Ciência, da Universidade Federal do Paraná (UFPR); a MOBIPE, da Rede Positivo; a MIPE e a IFTECH, do Instituto Federal do Paraná (IFPR) Campo Largo; e a UnioCiências, promovida pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Cada uma dessas feiras contará com cinco vagas para indicação de projetos à FECCI 2026.

“O levantamento realizado pela comissão mostra que as feiras afiliadas abrangem desde a educação infantil até o ensino médio e técnico, envolvendo milhares de estudantes em atividades de iniciação científica, inovação tecnológica e empreendedorismo”, destaca a articuladora da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, que promove a FECCI, a professora Débora Sant’ Ana.

Segundo o relatório de análise das inscrições, a maioria das feiras possui regulamentos próprios e processos de avaliação estruturados, incluindo análise de banners, apresentações orais e premiações. O estudo também destaca a pluralidade das instituições promotoras, reunindo universidades, institutos federais, redes privadas e órgãos públicos estaduais em uma grande rede colaborativa de promoção da ciência.

A comissão organizadora informa que as próximas etapas do processo incluem a indicação de projetos até 15 de junho de 2026; e envio da documentação complementar até 30 de julho. A divulgação do resultado da seleção dos trabalhos está prevista para 15 de agosto e a confirmação dos finalistas até 30 de agosto.

“Mais do que uma etapa de seleção, a afiliação fortalece a construção de uma rede nacional comprometida com a popularização da ciência, aproximando estudantes, professores, pesquisadores e instituições em torno de uma mesma missão: transformar conhecimento em impacto social”, finaliza o também articulador da Rede, o professor Rodrigo Reis.

O edital da Feira de Cultura Científica do Paraná Faz Ciência – FECCI 2026 já está disponível. A publicação foi feita, nesta segunda-feira (11), no site oficial do evento. A Feira será realizada entre os dias 4 e 6 de novembro, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus Neoville, em Curitiba, mesmo local da edição anterior.

A FECCI é um evento científico voltado para professores e estudantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência e da Educação Básica pública e privada. A organização é do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência. Com números duas vezes maiores do que o ano passado, a edição de 2026 vai ofertar 700 vagas para os projetos dos estudantes.

São previstas três categorias de participação: a FECCI Kids, Junior e Jovem, que englobam alunos e alunas do ensino fundamental I (1ª a 5º ano), do ensino fundamental II e do ensino médio, educação profissional técnica e educação de jovens adultos (EJA), respectivamente.

Para os estudantes das categorias Junior e Jovem, será possível se inscrever nas categorias de ciências exatas, humanas, da saúde, biológicas, agrárias, sociais aplicadas e inovação tecnológica e robótica. Já para os estudantes da categoria Kids, as opções são projetos de divulgação científica, projetos de pesquisa e projetos de inovação e desenvolvimento de produtos. Além dessas categorias por idade, a FECCI conta com categorias e prêmios especiais, todos detalhados no edital.

Cada projeto poderá ser inscrito uma vez e deve apresentar resultados esperados, parciais ou finais. Quanto à avaliação, ela ocorre em duas etapas, a primeira é a etapa virtual, após o ato de inscrição; enquanto a segunda é presencial, durante o evento, apenas para os trabalhos que avançam na primeira etapa.

As inscrições começam dia 19 de maio e vão até dia 19 de junho. O resultado preliminar está previsto para ser publicado no dia 17 de julho.

Quem deseja se inscrever pode acompanhar as notícias no site da FECCI ou pelas redes sociais, onde são divulgados cursos e novidades. E ainda, no dia 27 de maio, será realizada uma live tira-dúvidas no YouTube da EducartGeo, com a participação dos articuladores do NAPI – Paraná Faz Ciência, Débora Sant’ Ana e Rodrigo Reis. 

Confira o edital.

No segundo e último dia do I Encontro de Promotores de Ciências do Paraná, realizado na noite de quinta-feira (7), reforçou duas questões que envolvem os professores, alunos de pós-graduação e gestores escolares envolvidos com a promoção de feiras e mostras de ciências: a participação nos clubes de ciências tem se mostrado relevante para melhorar o aprendizado dos alunos da Educação Básica, os chamados clubistas, e há a necessidade de priorizar a formação de avaliadores de trabalhos de pesquisa em eventos científicos.

Durante dois dias, com cada encontro de duas horas pelo Google Meet, houve palestras de especialistas, troca de experiências e roda de conversa sobre os desafios que precisam ser enfrentados e as perspectivas de trabalho a ser feito para consolidar a Rede de Feiras Paraná Faz Ciência.

Em sua apresentação, o professor Jonathan José de Oliveira Pereira, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Giampero Monacci, de Itambé, contou como os alunos se engajaram nos clubes de ciências a partir do eixos da Robótica, Sustentabilidade e Ação Social. 

“A partir da ciência, é possível verificar os impactos na aprendizagem e, principalmente, no comportamento dos estudantes, que se tornaram protagonistas na proposição de problemas e na busca de soluções, além de desenvolver pensamento crítico, saber organizar dados e criar consciência social”, enfatiza Pereira.

Por outro lado, o professor diz que este movimento de transformação também se dá com os professores, que encontram nos clubes uma oportunidade para se renovar: “Jamais podemos cessar esse movimento nas escolas porque tem sido transformador para todo mundo”, acredita.

Eduarda Rodrigues Grunevald de Oliveira, a Unioeste (Imagem)

A pesquisadora e professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Eduarda Rodrigues Grunevald de Oliveira, foi uma das organizadoras da Uniociências 2025, a feira de ciências realizada em modo articulado com a UNIOXP, a feira de profissões da própria Unioeste. Em sua apresentação, ela destacou a importância de se estabelecer critérios para a avaliação em feiras de ciências.

“Uma feira de ciências é um espaço formativo e a avaliação dos trabalhos também tem que ser formativa, e não só classificatória, focando no desenvolvimento e aprendizagem do estudante e promove reflexão crítica e tem um papel pedagógico”, explica Eduarda.

Neste contexto, é preciso capacitar os avaliadores para observar aspectos como conhecimento científico, domínio teórico-metodológico do tema e a compreensão do conceito pelos alunos, além de inovação e criatividade. “O grande desafio é nivelar o ‘rigor científico’, garantir que o avaliador tenha a compreensão que se trata de uma pesquisa da Educação Básica”, acredita a pesquisadora.

Slide integrante da apresentação de Eduarda Rodrigues Grunevald de Oliveira (Imagem)

Em relação ao uso da Inteligência Artificial no processo avaliativo, seja em trabalhos escolares e artigos científicos, Eduarda fez uma ponderação: “é um desafio avaliar, mas é possível verificar no momento da avaliação alguns padrões, após a leitura do trabalho. Nosso olhar tem que ser treinado para identificar, por exemplo, se a pessoa escreveu o texto e usou IA para aprimorar a escrita, mas foi ela quem desenvolveu a pesquisa; ou se não consegue apresentar a pesquisa que está no texto”. 

 O I Encontro foi promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência  –  NAPI PRFC e contou com dezenas de participantes com o objetivo fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica.

Especialistas em organização, estruturação pedagógica e promoção de feiras de ciências participaram nesta quarta-feira, 7 de maio, do I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, promovido pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Paraná Faz Ciência (NAPI PRFC). Com dezenas de participantes na sala online, através da plataforma Google Meet, o evento de extensão tem como objetivo fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica. 

A finalidade é criar um espaço estratégico, mesmo que remoto, para a construção da ‘Rede de Feiras – Paraná Faz Ciência’, visando incentivar a iniciação científica na Educação Básica e a valorização da ciência produzida no Paraná. Durante dois dias, de forma síncrona, será possível a troca de experiências, o debate sobre critérios de avaliação, ética e qualidade científica.

Professores e promotores de feiras se reuniram para troca de experiências (Imagem)

A abertura do I Encontro ficou a cargo da articuladora do NAPI PRFC, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora de Mello Sant’Ana, com a palestra ‘Feiras de Ciências como Espaços de Transformação: da prática escolar à cultura científica’. 

Como articuladora do programa de divulgação e popularização da ciência, ela enfatizou a importância do evento, uma vez que as feiras de ciências são um ecossistema que contribui para a cultura científica. “Este encontro é um momento para que todos os professores que estão envolvidos com as feiras de ciências se conheçam e troquem experiências, fortalecendo a nossa Rede de Feiras Paraná Faz Ciência”, afirmou.

Na sequência foi feita uma ‘Roda de Relatos e Experiências’, visando compartilhar teoria e prática sobre a organização e gestão de Feiras de Ciências; planejamento e execução; envolvimento da comunidade escolar; desafios; e soluções práticas.

FECCI 2026 acontecerá no mesmo local do ano passado, no campus Curitiba Neoville da UTFPR (Foto NAPI PRFC)

Ainda neste contexto, o NAPI realizou no final de março e início de abril um curso de formação de feiras e mostras de ciências, que teve grande aceitação de participantes de todo o Brasil. Na oportunidade, foi lançado o Edital 001/2026 para afiliação de Feiras à FECCI 2026, que ocorrerá de 4 a 6 de novembro, em Curitiba, no Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no Campus Curitiba Neoville.

O Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência (PRFC) promove em maio, entre os dias 6 e 7, o I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, com o objetivo de fortalecer a cultura científica e a formação continuada de professores, gestores escolares e pesquisadores da Educação Básica. O evento será realizado pela plataforma Google Meet e acontecerá das 17 às 20 horas, de forma síncrona.   

O Edital 002/2026 já está publicado no site da Feira de Cultura e Ciência (FECCI) e as inscrições podem ser feitas somente pela internet, no formulário online que já está disponível. No site há também um modelo para resumo das atividades realizadas em feiras e mostras de ciências.

Para a pós-doutora e bolsista do NAPI PRFC, Dayanne Cajueiro, o objetivo do encontro é evidenciar o papel da articulação entre professores, gestores, pesquisadores e estudantes na organização e realização de feiras e mostras de ciências. 

“É interessante destacar que o Primeiro Encontro será um espaço estratégico para a construção da ‘Rede de Feiras – Paraná Faz Ciência’, visando incentivar a iniciação científica na Educação Básica”, explica. Para ela, o evento visa permitir “a troca de experiências exitosas, o debate sobre critérios de avaliação, ética e qualidade científica”.

A reunião toma como referência diretrizes e experiências consolidadas na área de Educação em Ciências e Matemáticas e no que se refere à organização acadêmica, critérios de participação e valorização da pesquisa Científica.

Curso de Formação de Feiras de Ciências reuniu mais de 90 participantes, simultâneos, em salas do Google Meet (Imagem)

No contexto, o NAPI realizou no final de março e início de abril um curso de formação de feiras e mostras de ciências, que teve grande aceitação de participantes de todo o Brasil. Na oportunidade, foi lançado o Edital 001/2026 para afiliação de Feiras à FECCI 2026

Serviço:

I ENCONTRO DE PROMOTORES DE FEIRAS DE CIÊNCIAS DO PARANÁ

Data – 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira) de maio de 2026 

Horário – Das 17 às 20 horas, via Google Meet

Inscrições – A partir de 13 de abril 

 Edital 002/2026 – site da FECCI

Realização – NAPI Paraná Faz Ciência

O quarto e último encontro da formação em feiras científicas organizado pelo NAPI Paraná Faz Ciência (PRFC) trouxe duas apresentações sobre temas relevantes para o processo formativo que culmina com as feiras de ciências. Na ocasião, houve o anúncio da organização do I Encontro de Promotores de Feiras de Ciências do Paraná, nos dias 06 e 07 de maio. O evento será destinado a ouvintes interessados no tema e também a promotores que queiram apresentar seus relatos e experiências.

A primeira parte da aula foi iniciada com a fala da professora Mariana Andrade, docente do Departamento de Biologia Geral na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Doutora em Educação para a Ciência, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de integrante do NAPI como coordenadora da Rede de Clubes Maker.

“Mesmo que existam códigos de conduta diferentes, seja qual for o lugar que vamos, algumas práticas precisam ser sempre respeitadas. Do contrário pode haver um relativismo moral, que significa agir seguindo uma regra dada, ainda que seja absurda”, explica a docente. Mariana reforçou que fazer ciência, como uma atividade humana, vem acompanhado de conceitos e julgamento de valores, e que o papel do professor passa também por orientar o estudante sobre como se comportar e o que considerar nas escolhas e decisões que tomam em suas pesquisas.

Para completar a relação com a comunicação científica, a pesquisadora apresentou o ciclo de premissas que inclui trabalhar com vertentes conceitual, atitudinal e procedimental. Essas três premissas existem concomitantemente durante o processo científico, desde a escolha de temas, no contato com entrevistados ou contextos sociais até o desenvolvimento e apresentação dos resultados à sociedade. “Durante todas as fases, não é só nos conceitos que os estudantes devem se balizar, mas também pelas atitudes e procedimentos éticos. Eles precisam entender que suas ações podem impactar sua vida e a de outras pessoas envolvidas”, reforça.

Apresentação de conceitos pela professora e pesquisadora Mariana Andrade, especialista em Educação para a Ciência (Imagem)

É a partir dessa vivência, em fases, que o aluno vai construir um entendimento sobre ética. E quando estiver se preparando para uma feira de ciências, terá ferramentas para lidar com as regras impostas por esses eventos, segundo Mariana. “Eles precisam ser ensinados, orientados antes das feiras para saber como se portar e como lidar com as exigências de cada situação dessas. É preciso saber dos limites e regramentos antes desses eventos, já que não se pode esperar que uma breve aula de conceitos dê conta. É preciso construir um processo de vivência sobre a ética”, define Andrade.

Conceitos apresentados para o tema ética, comunicação científica e protagonismo estudantil (Imagem)

Enquanto professores, a docente reforça que o “nosso papel é mostrar aos alunos sobre honestidade, ter responsabilidade e como serem solidários uns com os outros. É falar em atitude responsável e consciente”, conclui Mariana.

Orientação e avaliação de trabalhos científicos

Na segunda parte da aula, a abordagem foi voltada ao processo de avaliação dos trabalhos científicos durante as feiras de ciências. Apresentaram aspectos de suas vivências práticas em anos como avaliadores em eventos científicos a docente Ana Paula Vidotti, diretora do centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o mestre Adriano Machado, ligado à Universidade Estadual do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), com vivência em Clubes de Ciência e execução de feiras científicas.

A apresentação ressaltou a importância das diferenças entre mostras e feiras. As Mostras são tradicionalmente menores, com aspectos locais e não competitivos. As Feiras são organizadas com mais rigor, processo de seleção de trabalhos participantes e incluem competições para classificar os trabalhos ao final do evento. 

“É importante apresentar a competição como algo positivo, como algo que vai fazer o trabalho evoluir para próximas feiras e que, nesse processo, os alunos vão viver trocas de experiências com outros trabalhos e colegas, além da recompensa no final, que pode ser prêmios físicos, ou viagens científicas ou a entrada em outras feiras, como a FECCI acaba de lançar”, explica a professora Ana Paula.

Vale destacar que durante todo o mês de abril, as escolas da Educação Básica e Técnica do Brasil, públicas e privadas, poderão fazer parte da Rede de Feiras Afiliadas à Feira de Cultura Científica (FECCI) do NAPI PRFC. O Edital 001/FECCI-2026 vigente estabelece normas, critérios e prazos para o credenciamento de feiras de ciências e mostras científicas escolares, municipais, regionais e estaduais, à FECCI, possibilitando a essas instituições a indicação de projetos científicos para avaliação e eventual participação na FECCI 2026.

Nas apresentações foi mostrado ainda que o tema avaliação de trabalhos passa também por entender como o aluno pesquisou, pensou o trabalho e o desenvolveu, para além de uma simples nota numérica. Quem vai avaliar projetos de uma feira, mostraram os apresentadores, deve se basear em um conjunto de critérios e métodos para avaliar a qualidade, relevância e execução dos trabalhos.

Material apresentado contemplando objetivos de uma avaliação de trabalho científico (Imagem)

A função das avaliações é primar pela valorização do processo desenvolvido pelo estudante, ressaltou o especialista Machado, levando em conta o aprendizado, servindo de uma retroalimentação do processo científico e com isso estimular novas investigações. “Tudo isso dá aos alunos a oportunidade de serem melhores investigadores e mais autônomos”, indica o professor. 

Outra conclusão importante trazida das experiências dos palestrantes em Feiras é a importância de afastar a cultura de punições, com retirada de notas de trabalhos. “O foco é contribuir para a formação do estudante, não prejudicá-lo e fazer com que se sinta incapaz”, segundo alertou Ana Paula. E disse mais: “Sabemos que o processo avaliativo pode ter falhas, já que é feito por humanos e cada pessoa tem seu jeito de avaliar as situações. Por isso a importância de critérios e procedimentos bem definidos também para avaliadores, desde o início do processo da Feira”, pondera a avaliadora. 

As Feiras estão crescendo e o aspecto do controle e organização das avaliações em formato digital foi ressaltado na apresentação. “Em feiras como a FECCI (2025), foram 100 avaliadores circulando pelo evento e conversando com os alunos. Para que nenhuma informação se perca e o processo de apuração seja agilizado, contar com formulários eletrônicos e planilhas foi essencial para esse sucesso”, conta Ana Paula. 

Para a professora da UEM, “os avaliadores já começam o processo fazendo o check-in eletronicamente e, assim, sabemos quem já começou a avaliar, quem ainda falta, quantos finalizaram, o que traz mais segurança e assegura justiça ao processo”, defende a docente.

Por fim, o fechamento de um processo de avaliação de Feira científica deve contemplar ainda uma organização das notas em forma de cerimônia para que se reconheça o trabalho realizado, seja com classificação competitiva, seja com menção honrosa a temas que se destacaram. “A importância está em dar visibilidade e homenagear, perante os presentes, quem ajudou, se empenhou, e que tudo isso represente um momento de celebração da divulgação da ciência”, conclui o avaliador Machado.

Durante todo o mês de abril, as escolas da Educação Básica e Técnica do Paraná, públicas e privadas, poderão fazer parte da Rede de Feiras Afiliadas à Feira de Cultura Científica (FECCI) do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência. O Edital 001/FECCI-2026 vigente estabelece normas, critérios e prazos para o credenciamento de feiras de ciências e mostras científicas escolares, municipais, regionais e estaduais, à FECCI, possibilitando a essas instituições a indicação de projetos científicos para avaliação e eventual participação na FECCI 2026.

O objetivo da Rede de Afiliadas à FECCI é fortalecer a cultura científica, promover a articulação entre feiras municipais, regionais e estaduais do Paraná e incentivar a pesquisa, a investigação científica e a inovação pedagógica. A iniciativa do NAPI Paraná Faz Ciência também visa alinhar práticas avaliativas e éticas aos padrões nacionais e internacionais de feiras científicas.

Poderão participar da Rede as instituições de ensino que realizaram evento científico no ano de 2025 ou até final de abril de 2026, , atendendo integralmente os critérios estabelecidos no edital e para ser oficialmente credenciado pela FECCI.  Também será possível indicar trabalhos de pesquisa científica, tecnológica ou investigativa selecionados por uma feira ou mostra afiliada para submissão à FECCI 2026. A Comissão Científica (CC‑FECCI será responsável pela análise técnico‑científica, ética e de segurança dos projetos indicados.

Ao todo, 381 projetos foram desenvolvidos e apresentados durante a FECCI 2025. Para a edição deste ano, a expectativa é dobrar a participação (Foto/NAPI PRFC)

A pós-doutoranda e bolsista do Napi Paraná Faz Ciência, Dayanne Dalila Cajueiro, destaca que a afiliação à Rede de Feiras da FECCI é o primeiro passo para garantir a participação no evento, que já tem data marcada: de 4 a 6 de novembro, em Curitiba. “As expectativas são excelentes, diante do interesse de professores e gestores escolares pela consolidação da uma rede estadual de feiras e mostra de ciências, para oferecer aos alunos uma experiência prática com a pesquisa e o método e pensamento científicos”, enfatiza Dayanne.

O credenciamento e as inscrições de projetos para a FECCI 2026 vão de 1º a 30 de abril, com preenchimento do formulário on-line.

Curso de formação em feiras de ciências

Em outra frente, oNAPI Paraná Faz Ciência promove um primeiro curso de formação para professores, graduandos e pós-graduandos e gestores de escolas públicas e privadas sobre a realização de feiras de ciências. Foram selecionados 100 participantes para o curso on-line, sendo a maioria do Paraná, mas também de outros estados. 

O curso tem parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEED/PR) e cria a oportunidade para compartilhamento de informações sobre como organizar feiras de ciências em suas instituições de Ensino Básico, além de estimular e apoiar participações em feiras e mostras de ciências. Somando-se ao objetivo da iniciativa, a divulgação e popularização da ciência será o tema central dos encontros, no total de quatro até 9 de abril, sempre às quinta-feiras, das 18 às 21 horas.

Na próxima quinta-feira, 02, os temas abordados no terceiro eixo são: Educação científica, alfabetização científica e iniciação científica escolar, com as professoras doutoras Dayanne Cajueiro e Michelle Mendes; Organização, gestão, acessibilidade e sustentabilidade de feira de ciências, com o professor doutor Felipe de Azevedo.

Cerca de 15 integrantes do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Paraná Faz Ciência se reuniram nesta terça-feira (17), para a primeira discussão sobre a organização da II Feira de Cultura Científica (FECCI). O evento está marcado para ocorrer no início de novembro, em Curitiba.

Segundo um dos articuladores do NAPI Paraná Faz Ciência, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Arantes Reis, a grande proposta da Feira, em 2026, será a ampliação do número de projetos apresentados.

“Ano passado, foram 380. Em 2026, a ideia é reunir 700 trabalhos. Estamos organizando, inclusive, um programa, o “Feiras Afiliadas”, e pensando em um rodízio para os projetos Kids. Essas não são só nossas expectativas, mas dos nossos parceiros, a Fundação Araucária e a Secretaria de Educação [SEED]”, explica Reis.


O aumento da presença da pesquisa dos kids é promessa para edição da FECCI, em 2026

O programa “Feiras Afiliadas” será lançado quinta-feira, dia 19 de março, durante a primeira aula do Cursos de Formação em Feiras de Ciências, outra ação do NAPI. A iniciativa quer contribuir para a construção de uma rede estadual com a participação, inclusive, da Feira do Sesi, e, no futuro, garantir a afiliação da FECCI a feiras nacionais como a Mostratec.

O calendário da FECCI está em fase aprovação e será divulgado em breve. A previsão é que a submissão de projetos comece em maio e, em setembro, já se tenha a publicação da lista final confirmada, para que haja tempo hábil para o planejamento logístico.

A equipe do NAPI, alocada em Curitiba, vai liderar a organização da infraestruturaO grupo de Maringá coordenará as ações do comitê científico e da logística.

“Estamos dando os primeiros passos para essa segunda edição da FECCI. Nossa expectativa é um evento de maior sucesso do que o de 2025. A partir de agora, acompanhem nossas redes sociais para saber mais detalhes da Feira”, anunciou a articuladora do NAPI Paraná Faz Ciência, a professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Débora Sant’ Ana.

Milhares de pessoas participaram da Feira de Cultura Científica (FECCI), promovida em novembro desse ano. Agora, é hora de avaliar o evento. A ideia é que essas informações sejam usadas para que ele se torne ainda melhor, em 2026. 

Para isso, pedimos a contribuição de todos aqueles que participaram da organização e das atividades da FECCI. É essencial conhecer a opinião de professores, articuladores, orientadores, pós-doutorandos, bolsistas BTNS e demais integrantes da gestão.

O instrumento para levantar essas informações é um formulário que está disponível no site da FECCI (fecci.net.br)

A pesquisa é dirigida apenas a professores e parceiros do NAPI Paraná Faz Ciência, estudantes não devem responder! 

O articulador do NAPI Paraná Faz Ciência e coordenador da feira, Rodrigo Reis, lembra que “todo evento, apesar do sucesso, pode ser melhor. E é isso que essas informações coletadas vão permitir, em 2026.”

Já a outra articuladora do NAPI e também coordenadora da FECCI, Débora Sant’Ana, lembra que esse processo avaliativo é uma parte importante de todas as ações desenvolvidas pelo NAPI. “Especialmente, a FECCI, uma das maiores iniciativas do Arranjo. Contribuam!”